eleicoesÉ ignóbil a forma como somos tratados pelos políticos da actualidade. Somos autêntico gado que apenas lhes serve para obterem votos e, com isso, os inerentes benefícios do dinheiro que recebem seja num ordenado chorudo no parlamento, seja para o partido que recebe autênticos dividendos per capita dos votantes.
Sim, pois há uns tempos a esta parte que tomamos como normal autênticas “lavagens ao cérebro” para nos convencerem que já não é possível governar sem autênticas maiorias ditatoriais (vulgo absolutas).
Então, não seria lógico que, se o Povo quisesse que o poleiro decisório da AR fosse apenas de uma cor, não o teria demonstrado com os resultados? E valeria a pena sermos representados por tantos deputados? Para quê? Um primeiro ministro com maioria absoluta e pronto, até poupávamos dinheiro nos restantes tachos não?
Está tudo doido ou quê? Então Democracia não é a representatividade do povo na sua globalidade, que traduz a diversidade de ideologias e de vontades expressas no apoio a variadas ideologias e promessas (vãs, claro) feitas a esse mesmo povo que as interpretará e dará resposta na expressão do voto?
«Coitadinhos de nós porque já só conseguimos governar se tivermos maioria absoluta», e «que grande vitória tiveram os partidos menos votados, pois já prometem antecipadamente fazer a vida negra a quem for eleito governo?
Então e negociar decisões? Então e porque se parte do princípio de que não se podem criar projectos e acertar políticas que possam conciliar de uma forma abrangente ideologias de direita e esquerda, obrigar a conciliar empregados e patrões, senhorios e inquilinos?
Porque se parte do princípio que se vai governar só para os seus votantes? Porque não se aceita flectir se for necessário nas decisões, procurar soluções mais abrangentes do que as ditadas pela cor partidária e os desígnios dos seus históricos ou fundadores?
Democracia não é isso mesmo? Discutir ideias e projectos e no final votar e se for preciso, reformular, discutir de novo e votar, até chegar a um consenso levando à aprovação de uma Lei?

Então e se um palhaço desses que se pavoneiam nas televisões como comentadores e autênticos opinion-makers fizesse uma análise tão simplista como isto:
– Os portugueses deram a maioria ao PAF e não ao PS, porque apesar de estarem descontentes com a sua governação entenderam que o Costa gorou as suas expectativas numa campanha sensaborona centrada em promessas pouco credíveis e, assim sendo, tornou-se óbvio que não o querem a governar;
– Por outro lado, o mesmo Povo continua a passar autênticos cartões amarelos à CDU que insiste em não compreender que estamos no século XXI e que as pessoas querem mais do que ideologias estereotipadas de tempos idos e por isso, tem obrigatoriamente de “lavar” as mentalidades que o regem;
– Quanto ao Bloco? É evidente que grande parte deste Povo quer aquela senhora que demonstra ter algum carisma e ela, e mais uns quantos que como ela pensam, parecem querer defender algumas causas nobres a favor do povo contra o poderio económico que não se incomoda muito com o atropelo desprezível sobre os mais fracos.
E pronto, há aqui alguma dúvida das verdadeiras intenções do Povo? Tem de ser com maiorias absolutas? NÃO, meus senhores. O Povo quer uma coisa simples: que vocês trabalhem e que o façam em prol do Povo que os elegeu. Sim, desse Povo TODO! Ou não são os representantes do Povo?

Deixem de olhar para o vosso umbigo e CONCATENEM-SE, PORRA. CONCATENEM-SE!!!