A 8 de Março de 1857, na sequência de uma greve pela igualdade de salários e a redução da jornada de trabalho para 10 horas, as trabalhadoras foram fechadas na fábrica onde, entretanto, deflagrou um incêndio e no qual cerca de 130 morreram queimadas.
Assim, foi em 1910, numa conferência internacional realizada na Dinamarca decidido, em homenagem àquelas mulheres, comemorar o dia 8 de Março como o “Dia Internacional da Mulher” ou o Dia das Nações Unidas para os Direitos da Mulher e a Paz Internacional.

Felizmente, longe vão os tempos em que o papel da mulher era relegado ao seio familiar, sem direitos nem apelo ou agravo das injustiças de que fosse alvo. Pelo menos na nossa sociedade.

Mas é na actualidade do nosso país que escrevo estas palavras e por isso não podia deixar de fazer algumas considerações à necessidade de igualdade da forma como muitas das vezes é apregoada e sobretudo relativo à necessidade da existência de um dia destinado à Mulher. Porquê?

Confesso que acho um completo absurdo que nos dias de hoje se necessite de estabelecer um Dia da Mulher como se a Mulher precisasse de tal… a Mulher tem um papel fundamental na sociedade, na família e no trabalho. Mais: tem um papel fundamental no Universo, com o dom e ao mesmo tempo a dura tarefa da gestação.

A (con)vivência homem/mulher deveria ser tomada como um entrelaçar de qualidades funções e jamais na dicotomia da guerra dos sexos.

Nós homens, se da força e habilidade que desde crianças “treinamos” com normalidade, nos valemos e dela tiramos grande parte dos nossos proveitos neste mundo, a mulher tem qualidades ao nível da intuição e multi-funcionalidade que jamais atingiremos. E ambos foram premiados com uma qualidade partilhada: Determinação.

E é com a determinação com a qual assume o seu papel de Mãe no seio familiar e universal que deve também assumir na sua vida e como postura, perante a sociedade e o mercado de trabalho.

Qualquer patrão minimamente inteligente saberá que o burro-de-carga é o homem mas, se quiser um trabalho bem organizado administrativamente, com alguém a executar com facilidade multi-tarefas sem se mijar todo, Um pormenor importante e que muitas das vezes destrói estes argumentos é a lamechice em que algumas mulheres se refugiam, à espera que tenham pena das coitadinhas e lhes tirem algum do trabalho que têm.

Completamente errado. Assumam-se e assumam o vosso papel, ganhem a consideração dos vossos colegas de trabalho, dos vossos chefes e patrões.

Vocês têm muito mais valor do que aquele que mostram ter.

A exigência no mercado do trabalho satisfaz-se com o desempenho e resultados que cada vez mais a mulher mostra obter. A mudança está em curso, mas o caminho não poderia tomar-se como fácil… também ninguém disse que o seria mas acreditem que não é com cotas e lamúrias que a mulher assume o seu papel de direito. É valorizando-se e mostrando que não tem de imitar o homem em nada.

Porque é que o haveria de fazer? Sob o domínio do homem a sociedade avançou por várias vezes para o declíneo e continua numa queda vertiginosa para um mundo em que os valores, sentimentos individuais e a própria dignidade e auto-determinação constantemente são jogados à lama.

Não compreendo porque querem insistir em dar lugares em parlamentos ou comissões só pelo facto de ser mulher… A Mulher não deveria permitir isto! É uma forma camuflada de condicionar a sua acção a sua determinação… Um job for the girl jamais deixará que ela exerça condignamente a sua acção e nela deposite toda a sua ideologia e convicções, aplicando-a convenientemente. Não estará a ser prévia e dissimuladamente “comprada”!?

Vá lá, vocês são realmente boas! E boas em toda a assertividade da palavra, para o bem e para o mal (venha lá só o bem, ninguém queira o mal de uma mulher).

Só posso dizer: Bem-ditas todas as mulheres que comigo se cruzaram. Sem elas eu não seria o que sou hoje.

Bem-dita a minha companheira de mais de 20 anos, minha autêntica cara-metade que me ajuda diariamente a manter-me lúcido e ligado a este mundo pois sem ela facilmente talvez me esfumasse em desvarios ou devaneios físicos ou espirituais.

VIVA A DIFERENÇA!

Deixo um vídeo sobre o tema, encontrado no meio de tantos outros no Youtube:

http://www.youtube.com/watch?v=dA4__bs01J0&feature=related